Sonho de valsa

A festa estava linda, cheia de lustres, flores e champanhe. Digna de conto de fadas e ela lá se sentindo a princesa. Estava até então desacompanhada e eis que surge ali bem perto uma figura imponente,  com cara de menino meio doce, meio risonho, tinha lá seu charme, seu encanto. E ela acreditando na sorte, no par ideal para a valsa. Ele chegou mais perto e pronto já era o seu par na dança. O papo foi rolando,  risos frouchos ou gargalhadas, olho no olho, suspiros, apaixonante. Mas o tempo foi passando, seus pés foram cansando, o papo enjoando, tinha algo estranho. De longe o povo via um belo casal...mas de perto tinha fala que não condizia, tinha trejeitos, tinha pensamentos que podiam ultrajar,  tinha uma brincadeira sem graça, algo fora do lugar. A mão que conduzia a dança parecia que mais se preocupava no que os outros estavam vendo do que no pé que havia pisado e pisado. Ah, mas de longe a dança era linda e a parceria forte,  bonito de se ver. De perto um pouco de egoísmo,  egocentrismo, um tanto de cabeça dura e outro tanto de arrogância...de distância. Mas a festa foi rolando,  o rosto da menina foi ficando mais sem graça, entristecido e  os pés e os ouvidos estavam cansados. O que haveria acontecido, não era bem o que minha mente havia dito. Ah eu fui ficando bagunçada com o que havia no início, no meio e no fim de festa. A única certeza é que havia investido muito pra chegar até ali e desistir. Foi então que ela decidiu dar uma segunda chance, terceira e quarta....festa! Que sempre tem o mesmo final embaraçoso,  apesar do meio ter melhorado com tanto esforço. E ela continua até então tentando trazer aquele do início da festa até o fim do baile, enquanto isso...se tornou uma moça que para os outros só reclama e se insatisfaz numa dança que dw longe é tão bonita. Mas só quem ali está sente o cheiro, ouve as besteiras e tem o pé tão pisado. Mas quem liga a dança é tão bonita, que até ele esqueceu do que queria com a bela dança.

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