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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Tudo de novo e eu aqui pra me iludi

Eu fecho a porta e deixo tudo como estava para dar uma volta, pensar na vida e quem sabe voltar e achar tudo diferente...
Mas eu retorno e lá está tudo como deixei,  sem tirar, sem por...
As promessas não são concretizadas, as falas só convencem quando querem convencer...
Lá o mesmo vazio, a mesma imaturidade... a mesma presunção sem humildade...
Lá não é o amor que define,  que controla, que dertemina...
É sim a raiva, o destempero e a incapacidade de lidar com tantas situações diferentes das suas...
Quando é que deixaram essa coisa comandar... ditar as regras e vir pra ficar? Sei lá...
Não é depois das pazes e promessas que vc se determina...É comete o mesmo erro dizendo não errar mais...
Chega de mentir pra si mesmo, nem a mim engana mais que eu mesma querendo me enganar. Acorda Alice e não vai mudar!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Sonho de valsa

A festa estava linda, cheia de lustres, flores e champanhe. Digna de conto de fadas e ela lá se sentindo a princesa. Estava até então desacompanhada e eis que surge ali bem perto uma figura imponente,  com cara de menino meio doce, meio risonho, tinha lá seu charme, seu encanto. E ela acreditando na sorte, no par ideal para a valsa. Ele chegou mais perto e pronto já era o seu par na dança. O papo foi rolando,  risos frouchos ou gargalhadas, olho no olho, suspiros, apaixonante. Mas o tempo foi passando, seus pés foram cansando, o papo enjoando, tinha algo estranho. De longe o povo via um belo casal...mas de perto tinha fala que não condizia, tinha trejeitos, tinha pensamentos que podiam ultrajar,  tinha uma brincadeira sem graça, algo fora do lugar. A mão que conduzia a dança parecia que mais se preocupava no que os outros estavam vendo do que no pé que havia pisado e pisado. Ah, mas de longe a dança era linda e a parceria forte,  bonito de se ver. De perto um pouco de egoísmo,  egocentrismo, um tanto de cabeça dura e outro tanto de arrogância...de distância. Mas a festa foi rolando,  o rosto da menina foi ficando mais sem graça, entristecido e  os pés e os ouvidos estavam cansados. O que haveria acontecido, não era bem o que minha mente havia dito. Ah eu fui ficando bagunçada com o que havia no início, no meio e no fim de festa. A única certeza é que havia investido muito pra chegar até ali e desistir. Foi então que ela decidiu dar uma segunda chance, terceira e quarta....festa! Que sempre tem o mesmo final embaraçoso,  apesar do meio ter melhorado com tanto esforço. E ela continua até então tentando trazer aquele do início da festa até o fim do baile, enquanto isso...se tornou uma moça que para os outros só reclama e se insatisfaz numa dança que dw longe é tão bonita. Mas só quem ali está sente o cheiro, ouve as besteiras e tem o pé tão pisado. Mas quem liga a dança é tão bonita, que até ele esqueceu do que queria com a bela dança.

Sobre o amor, linhas tortas, páginas finais ou uma nova vida

O que a gente faz quando sabemos o futuro  
O que a gente faz quando não podemos  mudar
A sensação é impotente e deixa os braços dormentes
Tem cheiro de flores colhidas e reunidas.
Tem muita dor e pedaços de lágrimas
Tem veredito dado, mas é duro aceitar o fim, será o fim?
Quem pode decretar coisa assim?
Ele gosta das rosas plantadas no chão, no quintal ou na praça.
Ele gosta de folhas de chá, da terra, de ser útil...
Ele não deu valor a quem te gerou ou quem te deu vida...mas também não lhes deixou faltar amor, mesmo torto amor.
Sentiu muita dor causada por nós, como doeu em mim ter de escolher
Mas foi ele que escolheu assim, torto assim.
Ele escolheu experimentar, que droga...mais drogas.
Mas teve palavra e fugiu pro mundo, torto mundo
Ele escolheu as ruas e escolheu o céu ou relento, mas teve amigos ou amigas
Ele se escondeu atrás de uma pequena garrafa de plástico, ora escondida no teto, ora escondida ali dentro
Sentiu dor e frio, não sentimos sua ausência, só a presença
Foi se embora dentes, músculos, carnes e pele...
Foi se embora a vida e não foi a garrafa, foi a ausência de vida
Ele escolheu se machucar, ir ao médico e não voltar
Ele não teve forças pra gritar e que pena Deus sem ao menos poder respirar
Ele está lá sem saber se vai voltar, mas vendo aos poucos partir entre os dedos o ultimo sopro
Tem feridas na pele, no corpo, na alma
Pena Deus ele não terá a segunda chance...Será?
Que belo seria que a vida assoprasse e ele tivesse de novo a chance de escolher a vida, torta vida
E quem sabe poder se endireitar e cuidar daqueles que mesmo tortos o amou de forma torta e ainda reta, porque só o amor nasce onde pouco semeia e tudo brota, só o amor explica, desfaz e desentorta a vida, vida torta.


sábado, 26 de março de 2016

Sem meias desculpas pro óbvio

Tem dias que a gente pensa no passado, presente, futuro. Tem dias que parece meio perdido. Talvez não seria bom se pudéssemos fazer sempre o que queríamos,  que bom que às vezes a vida se encarrega de dizer que nem sempre o que a gente quer é o certo.  Quando todos se preocupam em fazer o que quer, há muitos desencontros, choques, guerras. Às vezes a gente culpa a vida por não corrigir tudo, não corrigir os nossos próprios erros. 

Se a gente parar pra pensar no todo, no outro, quem sabe não esqueceríamos o que a gente quer, pra fazer o que pode nos surpreender... ou, o que era preciso ser feito. Quem sabe a gente faça as pazes com o mundo, esqueça tudo e comece outra vez. Quem sa7be o que era realmente importante  pra nós mesmos era levar a vida assim mais leve. E esquecer de vez o que era preciso ter feito por vc é não pra vc!


domingo, 20 de março de 2016

Desabafo de uma esquerdista

Quanto coisa mudamos desde 2002, quanta coisa avançamos.  Mas muita coisa não mudou, ainda. A saúde continua uma vergonha,  eu sei, a segurança pública continua sem planejamento e investimento, a educação?  Caminhamos alguma coisa com a universalização do ensino público e só,  o ensino básico e fundamental continuam vergonhosos, e o que mais me entristece é saber que a única saída de verdade é uma educação que funcione. Mas a educação tbm não caminha só,  a saúde tem de funcionar, a segurança, tem de ter emprego e assistencialismo também. É,  pra vc que torce o nariz contra o assistencialismo e é classe média,  não pode recusar os avançamos que tivemos desde a revolução industrial e tentativas do comunismo ou socialismo, que nunca foram aplicadas sem qualquer resquício do capitalismo. Ou trabalhariamos hoje 18h sem parar, sem direitos a horário de almoço ou qualquer auxílio transporte e alimentação.  Em fim, há sempre muito a se ganhar quando se divide o pão. O que vivemos hoje, felizmente ou não,  é a queda da esquerda da América do Sul. Eles já contribuíram com que puderam e atrapalharam muito no que conseguiram. Chega. Por isso sou contra a reeleição sempre. Cada um tem de dar sua parcela de contribuição e dar lugar a outro, avançando em algum ponto. Ah, mas houve o maior roubo da história,  que bom que descobrimos e temos a chance de prendê los. Quantos roubos se passaram, quantas investigações foram jogadas pra baixa do tapete, quantos crimes sob o tráfico de influência. Ah e o Lula, votei nele desde os meus 16 anos. Me arrependo? Não. Votaria de novo? Não. Foram momentos e razões diferentes. E as manifestações?  Que bom que as pessoas foram pras ruas, mas ainda precisamos amadurecer, pensar na política como um grande cenário de show de horrores, onde tudo é possível e não podemos nos refutar. Temos de pensar num todo, estabelecer metas, propostas, lutar por um ideal. Sem ser levado pela espetacularização do coletivo midiático. Quais são as consequências de nossas ações?   Precisamos de uma revolução, tá tudo errado nesse país,  tem corrupção com os servidores dos hospitais,  da escola, tem corrupção no trânsito,  nas filas e deixemos de ser hipócritas, em nossas casas. Eu não quero mais Lula, nem Aecio,  nem Temer, nem Cunha e nem sei também se quero Bolsonaro... mas ele representa a nossa paciência no fim, com a falta de respeito ao que é público, ao cidadão que trabalha e paga seus impostos. E chegar no extremo nos retira certa racionalidade. E estou muito preocupada com o futuro, pois perdi um rumo,  um ideal , a fé no que podia ser a salvação e não foi. Nem quero outro mártir,  quero deputados que atuem sem interesse particular ou interesse de terceiros que exerça influência sobre ele, quero gestores competentes,  menor na escola de qualidade,  ladrão na cadeia, assassino pagando com a própria vida, médicos que pensem primeiramente em salvar vidas, leis que funcionem, enfim,  se algo não estiver dando certo quero o poder de trocar, de mudar as peças.  E isso nós temos, aconteça o que acontecer. Eu posso acreditar em outro, queria é poder confiar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Outra versão de um ser

Pra vc o sonho realizado. Um príncipe encantado. Um parceiro, um companheiro. Sempre ao seu lado, pra o que der e vier. O ombro amigo. Sua base. A pessoa perfeita?  E você? É  aquela que todos parabenizam por ter ao lado o cara ideal? Pronto, chega. E aquela história que não existe homem perfeito? Esquecemos? Não. Realmente não existe. Você sabe quais são os defeitos; desorganizado;  um pouco preguiçoso; imaturo e tantos outros que l talvez eu nem conheça. Então, achamos vários defeitos. São algumas  características boas ou ruins que podem definir ou não o seu caracter, que é a junção disso tudo com um pouco de profundidade, virtudes e educação. Isso dificilmente é  mascarado,  mas nossos olhos apaixonados às vezes nao enxergam o óbvio. É,  teu princípe pode ter várias versões ou alguma que você não reconheça: um pros amigos, outro no trabalho;  outro na família... ele não é só o que é com você!  E sim a junção de todos eles ou apenas um deles disfarçado!  Cuidado! Vc pode não conhecer de verdade todos os lados desta versão. Talvez numa briga, desentendimento ou em pequenas atitudes ele demonstre o que vc não quer enxergar. 


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Para o bem, não teste!

Como não gostar do novo? Do frio na barriga? De um novo mundo de possibilidades... impossível. Todos gostam, todos vão gostar, só não gosta quem nunca tentou. Aí está o problema, em tentar, em provar, em não se acostumar, não reinventar. As pessoas chegam a um apse, a um estado de total saciedade. Logo vêem o desconforto, a vontade de algo novo. Tem gente que passa a vida sem matar a sede, a sede do frio na barriga. Mas a cura não está na sede eterna e sim na descoberta de novos hábitos e olhares, na vida tranquila e experimentada ao máximo,  na profundidade dos prazeres e dos sentimentos, na busca sim, de novas formas de ver a felicidade, que pode estar num cantinho escondido da gaveta.